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Mensagem

Mensagem psicografada na Caravana Espiritizar

Os arautos da benevolência tecem o manto misericordioso da bondade celeste de Jesus para cobrir o sofrimento da Humanidade inteira.

Por entre as almas aflitas em injunções penosas de dor moral soam milhares de vozes clamando  atenção para as questões da alma, porfiando fé, esperança e imortalidade.

Os corações empedernidos no materialismo devorador não sentem as claridades da felicidade simples de coração que a fé ardente no porvir promove nos corações que se entregam ao bem e a paz.

Os ultrajes que os seguidores da luz ainda passam pelas agudas picadas de ironias dos ateus e insensatos, mais devem estimular a coragem e a renúncia como elixir fortificante dos valores imortais da alma.

São os médiuns destes novos tempos os convidados a erguerem a falange da virtuosa programação do Cristo para com as dores humanas. Dores estas cheias de silêncio e disfarçados sorrisos, pois que, aos olhos comuns as alegrias da Terra abafam a verdadeira natureza de suas lágrimas.

Os arautos da imortalidade em companhia dos médiuns sinceros abrirão as comportas das mais acentuadas conquistas das expressões de amor sem refregas do interesse pessoal que ainda lacuna as relações dos homens e mulheres vigentes no planeta.

Que pensar da mãe que arduamente clama por saber o paradeiro do seu filho caído na tumba? De onde buscará seu coração sofrido a consolação?

Por estarem os médiuns em tarefa de intercâmbio sagrado, sempre haverá uma palavra, um gesto, uma breve notícia que poderão ofertar com lucidez e respeito aos que necessitam apenas do sopro de uma esperança para que se firme o edifício da fé mais consolidada e verdadeira que existe na Terra, a fé na vida futura.

Os medianeiros sérios e compenetrados das verdades imortais, compreenderão que as almas de gênio moral têm por trabalho de ampla caridade oferecer as mais sublimes conceituações de espiritualidade aos que se prendem às malhas do corpo físico e, por isso, se dedicam em regime de alta disciplina, respeito e sacralidade para que suas inspirações estejam em merecimento pleno para as relações elevadas de além-túmulo.

Estes são dias de mediunidade opima nos corações de todos os tarefeiros da seara infinita do Senhor de todas as nações. As diretas comunicações de mudança moral chegam tal quais águas correntes da cachoeira espiritual de Deus por sobre as aflições humanas.

Transformação! Eis a solicitação para amenizar todas as dores e dissolver todo o sofrimento.

Transformai-vos Espíritos livres da influência déspota da matéria e aproveitai os ponteiros da vida para o grande despertar.

As dádivas do alto procuram por aqueles que se abrem para os alívios dos irmãos em grande sofrimento na erraticidade.

São incontáveis dores que clamam por almas em tarefa mediúnica capazes de compartilhar em poucos minutos as dores terríveis de muitos séculos. Quão maravilhoso é saber que o último copo de água pode se tornar o primeiro com vistas à fonte imperecível da luz.

Muitos Espíritos buscam nos médiuns a última esperança de suas consolações por estarem nas atrozes loucuras do afastamento crudelíssimo das Leis Divinas.

Afirmem todos os médiuns de alma sincera e humilde, a vontade interregna de serem os enfermeiros  dos que mais sofrem e choram de profundo remorso.

O Cristo sempre estará junto da lágrima mais árdua e junto ao coração mais ardoroso, unindo sofrimento e consolação na Lei de solidariedade.

Mediunidade opima para que a vida seja a mais elevada canção de ventura. O ponto final de todos os sofrimentos. A plena paz de consciência.

Fernando de Lacerda

Porto – Portugal – 28/01/2014

(Mensagem psicografada durante Caravana Espiritizar, que o Projeto Espiritizar realiza atualmente em Portugal pelo médium Afro Stefanini II)

*Opima: produtiva, fértil.

Logo no início da viagem, o nobre Espírito Fernando Lacerda se aproximou, identificando-se como um auxiliar da Caravana durante a passagem por terras portuguesas. Fernando foi médium ativo em Portugal, a partir do ano de 1906 iniciou sua atividade mediúnica, que culminou na publicação do livro ‘Do Paiz da Luz’, dois anos depois. Veja alguns detalhes de sua tragetória:

Fernando Augusto de Lacerda e Mello, melhor conhecido simplesmente como Fernando de Lacerda (Loures, 6 de Agosto de 1865 – Rio de Janeiro, Brasil, 6 de Agosto de 1918), foi um médium português.

A partir de Outubro de 1906, Fernando de Lacerda começa a receber diversas mensagens do plano espiritual, assinadas por escritores renomados e personalidades do mundo social, já desencarnados.

Segundo descreveria mais tarde, uma noite percebeu uma voz emanada de uma entidade invisível, informando que desejava transmitir uma mensagem a uma personalidade conhecida no mundo das letras. Obedecendo, o médium dirigiu-se a sua mesa de trabalho, tomou do lápis e imediatamente recebeu comovedora mensagem de Camilo Castelo Branco ao seu amigo encarnado, António José da Silva Pinto, vigoroso polemista e conhecido escritor.

De modo geral, Fernando de Lacerda sentia a aproximação do Espírito que desejava se comunicar, e, normalmente, via-o em seguida. Também ouvia, com freqüência, as palavras que uma segunda personalidade queria lhe ditar. Enquanto o médium, em estado de vigília, mantinha conversação com os encarnados presentes, o lápis que empunhava rápidamente preenchia as laudas de papel. Nessas ocasiões encontrava-se alheio ao teor das mensagens, desconhecendo muitas vezes o significado de palavras e expressões, bem como fatos nelas referidos. Por vezes, chegou a receber duas mensagens simultâneamente, com o uso das duas mãos.

As comunicações recebidas em reuniões mediúnicas, das quais participam Afonso Acácio Martins Velho, José Alberto de Sousa Couto, Madalena Frondoni Lacombe e outros, eram encaminhadas aos jornais, logo sendo conhecidas e comentadas num verdadeiro fenómeno na mídia portuguesa da época. As primeira mensagens, coligidas, foram publicadas em livro – Do Paiz da Luz – já em 1908, cuja primeira edição logo se esgotaria, pela curiosidade em torno das palavras de autores desencarnados, portugueses e estrangeiros, queridos e vivos na memória popular: Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco,Fialho de Almeida, Alexandre Herculano, Émile Zola, Napoleão Bonaparte, António Vieira, Júlio Dinis, João de Deus ou Antero de Quental, entre muitos outros que figuram nos quatro volumes da obra. Nesse mesmo ano, sai o segundo volume e é reeditado o primeiro.

Fonte: Wikipédia
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