projeto

Notícia

Nova mensagem ditada pelo Espírito Fernando de Lacerda

Com a Caravana Espiritizar ainda percorrendo Portugal, o Espírito Fernando de Lacerda nos brinda com mais uma emocionante mensagem.

Mediunidade e Interiorização

Aos médiuns de todos os matizes da faculdade mediúnica desde os de simples inspiração, ínclita intuição e evidente manifestação ostensiva, cabe-lhes o dever de instrumentalizar os ensinos recebidos como chamados diretos de Jesus ao coração.

A fenomenologia da faculdade e sua extensa produção factível aos sentidos não são credenciais de compromisso vero com as tarefas espirituais de vulto na Terra. O que caracteriza uma tarefa de sobre- importância no mundo é a qualidade da moral exarada por seus divulgadores, por meio da exemplificação irrestrita aos ensinos sublimes que por intermédio de seus sentidos, iluminam todas as consciências receptivas.

O médium que internaliza os ensinos recebidos por seus mentores espirituais, vive de maneira distinta e distinguível da humanidade comum, mesmo sendo ele ou ela a pessoa desconhecida dos padrões de poder efêmero e fama, que somente distorce a natureza da realidade mortal.

Os contactos com as verdades impolutas com as lições morais formam um caráter espiritual resoluto, digno, compassivo e íntegro que impressiona as almas titubeantes e sem propósitos profundos no comportamento.

Quantas almas na Terra desejam a mediunidade? Quantos médiuns exemplares podemos catalogar? O compromisso daqueles que se permitem o dislate de desconsiderar os ensinos espirituais para sua própria melhoria é de graves consequências não apenas pelo bem que desconsideram, mas também pelas influências desastrosas que tocaram outras vidas, manipulando as suas ânsias de espiritualidade, muitas vezes transformadas em triste bajulação e perigosas armadilhas do fanatismo.

Cabe aos médiuns de hoje a qualificação séria da própria mediunidade, estudando com afinco o teor indiscutível de o Livro dos Espíritos, o Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e a obra incomparável de A Gênese, como diretrizes que compõe a real compreensão do Espiritismo.

O ponto essencial, porém, é colocar os conhecimentos espíritas na forma de viver o Espiritismo com as pessoas e diante da própria consciência. Internalizar a mediunidade é vivenciar a proposta renovadora da caridade espiritual, a mesma caridade entendida como expressão máxima de benevolência para com todos e indulgência para com as imperfeições.

Segui intimorato no rumo das mais sublimes inspirações e permiti que os ensinos morais tragam as alegrias que a Terra não conhece e nem compartilha, porquanto toda alegria na Terra se baseia ainda em furtar-se do sentido existencial para interessar-se pelos sentidos superficiais e transitórios.
Quantos médiuns em silêncio e abnegação tem compreendido isto nas próprias vidas? Não há como negarmos que para desfrutarmos de uma alegria excelsa vinda de uma renúncia e um ato de fé ardente basta apenas a força da vontade e a entrega plena aos desígnios de Deus.

De que necessitais os médiuns para cumprirdes tarefas que a providência nos oferece? Humildade? Somente permitindo-vos o espírito da humildade sincera que sabe colocar antes de tudo a honra de servir é que o coração do bom médium sentirá a clara alegria do serviço.

Mas o que é essa humildade? Em que consiste ser médium dos bons Espíritos? Não afirmamos aqui que a humildade dos médiuns deva ser aquela que procure aparências exteriores de submissão. Esta não é a humildade, antes é falsa simplicidade e busca o aplauso disfarçado dos que lhe cercam. Referimo-nos à humildade da alma, que tem a honra de se perceber simples instrumento dos planos superiores da vida, tão necessitada quanto muitos das lições que transmite e que aproveita como o aluno mais dedicado àquilo que também deve aprender e praticar.

A humildade será claramente evidente no coração quando ao receber a ofensa buscará perdoar, ao ser exaltada ficará no mesmo lugar, ao ser caluniada agradecerá a experiência, ao ser alvejada pela malícia permanecerá trabalhando em silêncio para que o próprio trabalho seja o melhor defensor de sua honra.

Os homens do mundo podem duvidar da mediunidade, seus efeitos e os fenômenos, mas dificilmente duvidarão do coração que mesmo diante de todos os ataques, permaneceu servindo, amando, cuidando e perdoando.

A maior prova da mediunidade no mundo sempre será aquela que já consegue provar a nós mesmos que vale muito nos tornamos pessoas melhores. Internalizar a mediunidade e deixá-la como prova inconteste da verdadeira imortalidade para todos os que a busquem por meio de nós.

Fernando de Lacerda

Águeda – Portugal – 30/01/2014
(Página psicografada pelo médium Afro Stefanini II, durante a Caravana Espiritizar, em Portugal)
Vídeos