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    10 NOV
    As instituições espíritas e a mudança de paradigma


  • Saiba mais sobre o Projeto Espiritizar


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    As instituições espíritas estão sendo convidadas neste início de século a uma mudança de paradigma. A diretoria da Federação Espírita do Estado de Mato Grosso (Feemt) tem feito esforços para promover essa mudança dentro da nossa instituição. 

    Esses esforços têm acontecido por meio do Projeto Espiritizar, um instrumento desenvolvido pela Feemt para o Movimento Espírita, cujo objetivo é estimular a sintonia com o Projeto Iluminativo de Jesus, por meio da Doutrina Espírita.

    É uma mudança de paradigma muito significativa, pois se trata de nos voltarmos para dentro de nós mesmos, de modo a buscarmos em nossa intimidade o propósito maior de termos Jesus como nosso Modelo e Guia e a Doutrina Espírita como Consolador prometido pelo Mestre para a transformação de toda a Humanidade.

    Toda mudança de paradigma gera estranheza e resistência em um primeiro momento, para depois se firmar. Sempre foi assim em todas as épocas da Humanidade. Allan Kardec vivenciou tudo isso de uma forma superlativa, conforme vemos nas narrativas de Obras Póstumas.

    O Projeto Espiritizar da Feemt tem se baseado nos ensinos de Jesus, de Allan Kardec e dos Espíritos superiores para firmar os princípios que estamos abordando nessa mudança de paradigma. 
    A seguir, apresentaremos algumas fontes nas quais nos orientamos para sorver a água límpida da mensagem cristã e espírita e repassá-la, de forma metódica, para aqueles que estamos sedentos de uma proposta que transforme as nossas vidas para melhor.
     
    PRINCÍPIOS NOS QUAIS O PROJETO ESPIRITIZAR TEM SE BASEADO
     
    1.    PROJETO ILUMINATIVO
    Esta é a mudança de paradigma mais significativa, pois antes o Movimento Espírita estava acostumado com propostas individuais, centradas em trabalhos quase sempre de médiuns abnegados que se sobressaíram e contribuíram de uma forma muito significativa para o movimento, dentre os quais destacamos os trabalhos realizados por Francisco Cândido Xavier, Yvone Amaral Pereira, Divaldo Pereira Franco, José Raul Teixeira, dentre outros.

    Esse foi o modelo realizado durante o século XX, dos quais muitas atividades significativas foram efetivadas, como a Evangelização Espírita Infanto-juvenil, o Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, o atendimento espiritual, o estudo da mediunidade, a promoção social etc., contribuindo para o avanço do movimento de uma forma extremamente eficiente e eficaz.

    Contudo, o Movimento Espírita está sendo convidado a ampliar as suas ações para vivenciar a fase da transformação moral por meio do autoconhecimento, tão bem retratada por Santo Agostinho nas questões 919 e 919-a de O Livro dos Espíritos e que, agora, no século XXI, temos o dever de consolidar, evoluindo do período religioso para o período da influência na ordem social.

    Retiramos essas reflexões a partir de orientações de Allan Kardec publicadas em dois artigos da Revista Espírita – em setembro de 1858 e dezembro de 1863. A seguir, fundimos as suas ideias principais, relativas às diferentes fases de propagação da Doutrina Espírita, distinguindo quatro fases ou períodos distintos:

    1º. O da curiosidade, no qual os Espíritos batedores desempenharam o papel principal para chamar a atenção e preparar os caminhos.

    2º. O da observação e que podemos chamar também de período filosófico.

    O período filosófico é marcado pelo aparecimento de O Livro dos Espíritos. O Espiritismo é aprofundado e se depura, tendendo à unidade de doutrina e constituindo-se em Ciência. A partir desse momento, o Espiritismo tomou um caráter completamente diverso. Entreviram-lhe o objetivo e o alcance e nele hauriram fé e consolação, sendo tal a rapidez de seu progresso que nenhuma outra doutrina filosófica ou religiosa oferece exemplo semelhante.

    3º. O período religioso, no qual o Espiritismo ocupará posição entre as crenças oficialmente reconhecidas.

    4º. O período da influência sobre a ordem social. A Humanidade, então sob a influência dessas ideias, entrará num novo caminho moral. Desde hoje essa influência é individual; mais tarde agirá sobre as massas, para a felicidade geral. 

    Nessa época, todos os obstáculos à nova ordem de coisas determinadas por Deus para a transformação da Terra terão desaparecido. A geração que surge, imbuída das ideias novas, estará em toda a sua força e preparará o caminho da que há de inaugurar o triunfo definitivo da união, da paz e da fraternidade entre os homens, confundidos numa mesma crença, pela prática da lei evangélica. Assim serão confirmadas as palavras do Cristo, já que todas devem ter cumprimento e muitas se realizam neste momento, porque os tempos preditos são chegados. Mas é em vão que, tomando a figura pela realidade, procurais sinais no céu: esses sinais estão ao vosso lado e surgem de todas as partes.
     
    Vemos claramente que o terceiro período corresponde à fase que vivenciamos em nosso País, no século passado, que reconhece o Espiritismo como uma religião dentre as religiões oficiais que existem, o que ocorre também em algumas outras nações do mundo. De uma certa forma continuamos a vivenciar esta fase.

    É o quarto período que estamos sendo convidados a iniciar em nossas Instituições Espíritas. Nele ganha a importância a promoção  do Espírito imortal no âmbito do saber, do sentir e do vivenciar a Verdade, para que todos possam trabalhar pela própria transformação moral, que começa de forma individual e depois se espalha coletivamente nas Instituições, para que possa influenciar a Humanidade como um todo, já na fase da regeneração de nosso planeta, quando todos os obstáculos à nova ordem de coisas determinadas por Deus para a transformação da Terra terão desaparecido, como informa Allan Kardec. 

    Esta é a fase dos Projetos Iluminativos para que a influência que hoje é individual passe a agir sobre as massas, para a felicidade geral, como diz Kardec.

    Novamente, não nos baseamos em ideias pessoais para propor essa ideia. Inspiramo-nos na Mentora Joanna de Ângelis, um dos Espíritos da Codificação, que trabalha pelo Movimento Espírita mundial desde o advento da Doutrina Espírita. 

    No livro Momentos de Harmonia, mensagem Projetos Iluminativos, psicografia de Divaldo Pereira Franco, a Mentora Joanna de Ângelis faz uma proposta para o Movimento Espírita implementar projetos iluminativos que atualizem os conceitos imortalistas. Vejamos um pequeno trecho da mensagem:

    As sombras densas, que parecem teimar, em predomínio na consciência cultural da Terra, lentamente cedem lugar às claridades novas, que ensejam a compreensão profunda do homem na sua realidade intrínseca e gloriosa, a um passo da sua destinação triunfal.

    As estrelas luminíferas do saber ampliam-lhe os horizontes da existência, propiciando-lhe o encontro da sua identidade em perfeita consonância com a finalidade transcendente da sua experiência corporal.

    Espírito eterno, o homem se encontra, na atualidade, diante do grande e definitivo desafio existencial.

    Equipado pelo conhecimento, dispõe dos recursos adequados para solucionar os aparentes e antes perturbadores enigmas, que se lhe apresentavam em complexas expressões destruidoras.

    Com a contribuição valiosa do Espiritismo, ele descerra o véu da ignorância e compreende os objetivos da vida, estabelecendo programas que não se encerram no túmulo, por saber que o corpo é um instrumento transitório para alcançar a meta feliz a que está destinado.

    Antes, discordando da fé religiosa, diante das conquistas da inteligência e da razão, logra, na atualidade, colocar em perfeito equilíbrio estes valores, a serviço de uma fé que pode ser demonstrada no laboratório das experiências paranormais.

    Para este logro, Allan Kardec realizou a saga monumental de colocar a inteligência e os recursos da Ciência do seu tempo a serviço da investigação da sobrevivência, do inter-relacionamento entre os Espíritos e os homens, da reencarnação e da justiça divina, em palavras últimas, da existência do Mundo Espiritual.

    Seu trabalho ímpar abriu espaços para novas investigações na área paranormal, que vieram apenas confirmar as suas excelentes conclusões.

    Lentamente, à medida que se aperfeiçoaram os métodos de investigação, foram criadas ciências com objetivos de aprofundar a sonda da pesquisa no organismo do ser, constatando que o homem não é somente a constituição celular, mas um complexo no qual o ser real é preexistente ao berço e sobrevivente à tumba.

    Ciência experimental, por sua vez, o Espiritismo faculta a contribuição das diversas ciências que se associam para a grande realização do ser imortal.

    A fim de dar prosseguimento ao elevado mister de libertar o homem das suas paixões primitivas, fazem-se necessários projetos iluminativos que atualizem os conceitos imortalistas, em face da extraordinária contribuição das doutrinas científicas contemporâneas. (Grifos nossos)

    A Mentora Joanna de Ângelis conclama-nos claramente a implementar Projetos Iluminativos, utilizando a contribuição das doutrinas científicas contemporâneas para atualizar os conceitos imortalistas legados por Allan Kardec.

    É o momento da aliança entre a ciência e a religião, um dos grandes objetivos da Doutrina Espírita para a regeneração da Humanidade, conforme Allan Kardec reflete em O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo I, item 8: “Aliança da Ciência e da Religião”.

    Como diz a Veneranda Joanna, estamos vivenciando uma etapa do grande e definitivo desafio existencial, para a qual o Espiritismo apresenta as respostas, por ser uma Doutrina que descerra o véu da ignorância e compreende os objetivos da vida.

    Somos convidados, portanto, a estabelecermos programas para a utilização dos conteúdos espíritas em nossas vidas. Para isso, são necessários Projetos Iluminativos bem elaborados que sejam implantados nos órgãos de unificação e nos Centros Espíritas.

    Continuemos, a seguir, com a Mentora explicando como fazer isso: 

    Penetrar o bisturi da investigação honesta, no campo das revelações espíritas, é o compromisso que assumiram os novos obreiros do Senhor, que reencarnaram com o objetivo de dar prosseguimento aos trabalhos que, momentaneamente, ficaram interrompidos com a sua desencarnação, relativamente em tempos próximos passados...

    Os anteriores investigadores psíquicos dos fenômenos paranormais, em variadas áreas, abriram portas, antes, para a comprovação do ser integral – Espírito, perispírito e corpo – agora se encontrando, de retorno, com os instrumentos da informação e da fé espírita, para enfrentar com segurança o cepticismo, a crueldade, a indiferença, a desonestidade e os seus fâmulos, que corrompem o indivíduo e perturbam a marcha do progresso da Humanidade. (Grifos nossos)

    Mas o que é um Projeto Iluminativo envolvendo a Doutrina Espírita? Entendemos, a partir das orientações da Mentora, que um Projeto Iluminativo é uma proposta para adequação da virtuosa tarefa do Centro Espírita para com a Humanidade, realizando a sua tarefa fundamental de promover o Espírito imortal, estudando a sua realidade e trabalhando pela sua moralização. Isso acontece somente quando o Centro Espírita encontra-se bem estruturado e fundamentado nas bases estabelecidas por Jesus e Allan Kardec.

    O papel fundamental do Centro Espírita é o de proporcionar o conhecimento da Doutrina Espírita, cujo propósito maior é dissolver o materialismo dominante no planeta, levando o indivíduo a buscar a sua realidade transcendente.

    Diante dessa realidade, os trabalhadores dos Centros Espíritas, das Instituições Federativas e de seus respectivos órgãos regionais têm o compromisso consciencial de compreender e promover o conhecimento espírita no seu real significado. Para isso, não basta participar das atividades cotidianas de um Centro ou de um órgão de unificação; é fundamental promover o pensamento espírita com base nos estudos que a revelação espírita oferece.

    Um Projeto Iluminativo tem o papel de se centrar nas Leis Morais para que haja a elevação de pensamentos e sentimentos, com o objetivo maior do desenvolvimento das virtudes em sintonia com as revelações dos Espíritos superiores, conforme exarado na questão 627 de O Livro dos Espíritos:

    Uma vez que Jesus ensinou as verdadeiras leis de Deus, qual a utilidade do ensino que os Espíritos dão? Terão que nos ensinar mais alguma coisa?

    “Jesus empregava amiúde, na sua linguagem, alegorias e parábolas, porque falava de conformidade com os tempos e os lugares. Faz-se mister agora que a verdade se torne inteligível para todo mundo. Muito necessário é que aquelas leis sejam explicadas e desenvolvidas, tão poucos são os que as compreendem e ainda menos os que as praticam. A nossa missão consiste em abrir os olhos e os ouvidos a todos, confundindo os orgulhosos e desmascarando os hipócritas: os que vestem a capa da virtude e da religião, a fim de ocultarem suas torpezas. O ensino dos Espíritos tem que ser claro e sem equívocos, para que ninguém possa pretextar ignorância e para que todos o possam julgar e apreciar com a razão. Estamos incumbidos de preparar o reino do bem que Jesus anunciou. Daí a necessidade de que a ninguém seja possível interpretar a lei de Deus ao sabor de suas paixões, nem falsear o sentido de uma lei toda de amor e de caridade.” (grifos nossos)

    Esta resposta que os Benfeitores da Humanidade oferecem a Allan Kardec é muito significativa, pois traz um resumo do significado da Doutrina Espírita em nossas vidas, colocando-a como parte do Projeto Iluminativo de Jesus para a Terra.

    Jesus utilizou a linguagem simbólica, pois a Humanidade ao tempo que esteve encarnado entre nós ainda não estava preparada para toda a verdade. A Humanidade ainda estava na infância espiritual, por isso o Mestre falou de uma forma alegórica para que as ideias superiores não fenecessem naquele momento. As palavras de Jesus são consideradas palavras de vida eterna, porque foram proferidas de forma simbólica para todas as épocas da Humanidade. 

    Agora, chegou o momento, como dizem os Benfeitores, para que a verdade se torne inteligível para todo mundo. Muito necessário é que as Leis Divinas sejam explicadas e desenvolvidas, tão poucos são os que as compreendem e ainda menos os que as praticam.

    A missão dos Espíritos superiores é abrir os olhos e os ouvidos a todos, confundindo os orgulhosos e desmascarando os hipócritas, porque toda a ideia que não vier diretamente das reflexões acerca das Leis Divinas, ou seja, que não for refletida com base nelas, é uma ideia pessoal, muitas vezes distorcida e deturpada, e, consequentemente, não leva as pessoas à Verdade.

    O ensino dos Espíritos tem que ser claro e sem equívocos. Os ensinamentos dos Espíritos superiores que nos legaram a Doutrina Espírita devem ser estudados com clareza e assertividade nos Centros Espíritas, porque como dirigentes e trabalhadores, líderes responsáveis por levar avante o objetivo maior do Espiritismo, somos convidados a oferecer esses ensinamentos ao Movimento Espírita de forma clara sem as intromissões de perspectivas pessoais, conforme eles deixam claro na resposta da questão estudada.

    Para isso, somos convidados a mergulhar com profundidade nos ensinamentos de Allan Kardec, bem como a refletir sobre o Evangelho de Jesus, extraindo dos símbolos nele contido, as orientações cristãs sobre como as Leis Divinas se manifestam.

    Somente assim promoveremos no Centro Espírita o sentimento do Espírito imortal, criado para cumprir as Leis Divinas, exercitando as virtudes cristãs. Ninguém deve pretextar ignorância dessa realidade e todos devem julgar e apreciar com a razão.

    A base para um Projeto Iluminativo, portanto, são as Leis Divinas que estão na consciência de cada Espírito. Somos convidados a investigar essas Leis e praticá-las por meio das virtudes cristãs, conforme as referências claras que temos em O Livro dos Espíritos nas perguntas 614, 619 e 621. 

    Como os Espíritos dizem o grande objetivo da Doutrina dos Espíritos é preparar o reino do bem que Jesus anunciou. Todos estamos sendo convocados pelos Espíritos superiores para a grande obra de regeneração, engajarmo-nos definitivamente no grande Projeto Iluminativo de Jesus para a Humanidade, por meio da Doutrina Espírita.

    2.    O MÉTODO REFLEXIVO-CONSCIENCIAL
    Desenvolvemos no âmbito do Projeto Espiritizar o método reflexivo-consciencial, com o objetivo de investigar as Leis, de forma a despertar a vontade de aplicação dos conceitos profundos ensinados pela Doutrina Espírita, que se fundamenta nas próprias Leis Divinas presentes em nossas consciências.

    A reflexão é uma ferramenta que temos para acessar as Leis Divinas. Há uma crença popularizada, muito presente no Movimento Espírita, de que para se lidar com as questões espirituais é preciso ser uma pessoa boa. Inverteu-se o processo. Na verdade, para que alguém se torne uma pessoa que manifeste virtudes como a bondade, por exemplo, é necessário realizar uma ação, que é refletir sobre os postulados da Doutrina Espírita na própria vida, de modo a investigar o funcionamento das Leis Divinas para praticá-las, por meio do exercício constante das virtudes. Somente assim a pessoa tornar-se-á gradualmente virtuosa.

    Portanto, a implementação de Projetos Iluminativos com base no método reflexivo-consciencial tende a produzir médiuns, escritores, expositores, evangelizadores, atendentes fraternos etc. em sintonia com os Espíritos superiores que estão incumbidos de preparar o reino do bem que Jesus anunciou

    Esse esforço tem como objetivo tornar o Movimento cada vez mais espírita, fiel ao Projeto Iluminativo de Jesus e às bases kardequianas.

    O método reflexivo-consciencial é baseado em quatro pilares:

    1 – Consciencial: objetiva estimular diretamente a consciência, convidando-nos a investigar as Leis Divinas nela presentes, para auxiliar o Espírito imortal encarnado a se tornar um Ser Consciencial, conforme os Espíritos superiores ensinam na questão 619 de O Livro dos Espíritos.

    Esse pilar tem como objetivo estimular uma habitualidade de se utilizar as Leis Divinas em nossas vidas. Todas as atividades educativas das instituições espíritas devem abordar as Leis Divinas, tais como a Lei de Amor, Justiça e Caridade; a Lei de Liberdade; a Lei de Responsabilidade; a Lei de Causa e Efeito; a Lei de Misericórdia; a Lei de Sociedade; a Lei de Solidariedade; a Lei do Dever etc., de modo prático para que não apenas as conheçamos teoricamente, mas nos sintamos estimulados a praticá-las em nossas vidas.

    2 – Conhecimento com base no pensamento reflexivo-consciencial: objetiva fomentar reflexões que nos estimulem ao conhecimento da Verdade libertadora, ou seja, as Leis Divinas, pelo estudo reflexivo do Evangelho de Jesus, das obras kardequianas e subsidiárias idôneas, de modo que reflitamos sobre o significado dessas Leis em nossas vidas.

    3 – Estimular a prática das virtudes: as reflexões conscienciais devem convidar as pessoas a um profundo afeto pelas Leis Divinas, de modo a que elas sintam vontade de amá-las, respeitá-las e vivenciá-las pelo desenvolvimento das Virtudes Cristãs em si mesmas.

    4 – Estimular a aplicação do conhecimento: objetiva abordar como aplicar o que se estuda na própria vida, de modo que haja um sentido existencial e consciencial nos estudos reflexivos, visando à superação, por meio da Verdade, dos três níveis de ignorância: a de não saber a Verdade; a de não sentir a Verdade e a de não vivenciar a Verdade.

    Este pilar tem como base as questões 919 e 919a de O Livro dos Espíritos que tratam de um método prático para melhorarmos a nós mesmos por meio do autoconhecimento.

    O método reflexivo-consciencial orientado pelos Espíritos superiores que orientam o Projeto Espiritizar tem esse enfoque de trazer as questões de maneira prática, de modo a que os interessados na autotransformação possam refletir a melhor maneira para poderem realizá-la.
     
    O método reflexivo-consciencial evitará o discurso fragmentado, no qual se reproduz conceitos profundos de maneira superficial e/ou conceitos superficiais de maneira pseudoprofunda. Isso desperta curiosidade sobre os conceitos, mas sem propiciar a autotransformação.

    O Projeto Espiritizar tem sistematizado, em suas obras, cursos, seminários, palestras etc., esse método, de modo a auxiliar o Movimento Espírita a construir a mentalidade reflexiva nos Centros Espíritas e, principalmente, dentro da própria vida de cada espírita. É isso que vai fazer a grande diferença na hora em que as provações e expiações da vida aparecerem, na qual estivermos sendo convidados a tomar decisões. É nesse momento que o pensamento reflexivo nos ajudará, porque saberemos agir com consciência, tendo como base as Leis de Deus.

    O objetivo é o de transformar o Centro Espírita em um local de promoção do Espírito imortal, diferentemente do que acontece atualmente. Hoje, há uma preocupação com o conhecimento cognitivo da Doutrina Espírita, em que as pessoas vão ao Centro para aprender o que é reencarnação; o que é imortalidade da alma; o que é mediunidade; o que é a pluralidade dos mundos habitados etc. Enfim, para aprender muitas questões, contudo, somos convidados a fazer uma sistematização para a aplicação desse conhecimento na própria vida. Por exemplo, sobre o que fazemos com todos esses ensinamentos quando passamos por um momento de expiação dolorosa.

    Não basta conhecer os postulados espíritas, se não soubermos como conectá-los com o sentido da vida, sobre o que cada postulado significa para o nosso melhoramento e para a nossa felicidade. O conhecimento fica só no campo cognitivo.

    Por isso, o ponto central do Projeto Espiritizar é o de contribuir com essa mentalidade reflexiva, oferecendo um método para a construção da consciência do Espírito imortal. Entendemos que há uma necessidade do conhecimento dos postulados que a Doutrina Espírita estruturados por Allan Kardec nas obras básicas, mas, principalmente, refletir que a finalidade da Codificação Espírita em nossas vidas é a de que nos tornemos pessoas mais conectadas com as Leis, e, em virtude disso, mais amáveis e felizes.

    É fundamental refletir que são duas dimensões do pensamento: saber o que é algo nos preenche de informações; saber o sentido disso em nossas vidas nos preenche de propósito. Havendo um propósito, transformamo-nos, porque sabemos o motivo pelo qual realizar essa transformação.

    3.    ABORDAGEM TERAPÊUTICA DO EVANGELHO DE JESUS
    O Evangelho de Jesus é profundamente terapêutico. Nele, encontramos vários convites à autotransformação. Contudo, não são convites quaisquer, especialmente aqueles que começam com um verbo no imperativo, constituindo-se em convites-convocação diretamente às nossas consciências. São convites do Modelo e Guia da Humanidade àqueles que Ele tem o dever de levar até o Pai, como bem ensinou.

    Aprendemos a ter essa visão terapêutica do Evangelho com a Mentora Joanna de Ângelis, que, em várias de suas obras, ensina essa propriedade dos Evangelhos. Vejamos algumas das considerações que a Veneranda Mentora faz em suas obras.

    Na obra O Ser Consciente, ela diz: 

    Psicoterapeuta superior, Jesus não foi apenas o filósofo e o psicólogo que compreendeu os problemas humanos e ensejou conteúdos libertadores, mas permanece como terapeuta que rompeu as barreiras da personalidade dos pacientes e penetrou-lhes a consciência de onde arrancou a culpa, a fim de proporcionar a catarse salvadora e a recomposição da individualidade aturdida, quando não em total infelicidade.

    Possuidor de transcendente capacidade de penetração nos arquivos do inconsciente individual e coletivo, Ele tornou-se o marco mais importante da psicologia transpessoal, por adotar a postura mediante a qual considera o indivíduo um ser essencialmente espiritual, em transitória existência física, que faz parte do seu programa de autoburilamento. (grifos nossos)

    Na obra Vida: desafios e solução, ela explana:

    A psicologia [...] convida o indivíduo a avançar sem a utilização de novas bengalas ou de dependências de qualquer natureza, a fim de ser livre.

    [...] As revoluções do pensamento têm sido muito velozes e se acentuam nesta última década, prenunciadora de uma Nova Era da Consciência, quando os horizontes se farão mais amplos e a compreensão da criatura se tornará mais profunda, particularmente em torno do Si, do Espírito imortal.

    Todas as correntes da atual filosofia, com raras exceções e experimentos das Doutrinas Psíquicas e Parapsíquicas, como ocorre em algumas outras áreas, convergem para o ser permanente e real, aquele que atravessa o portal da morte e volve aos proscênio terrestre em nova experiência iluminativa.

    Como consequência, a busca da Realidade vem sendo orientada para o mundo interior, no qual o ser mergulha com entusiasmo e sabedoria, superando os imperativos das paixões perturbadoras, das sensações mais primitivas a que se vinculava.

    Essa proposta é muito antiga, porque as necessidades humanas também o são. Pode-se, porém, arrolar no Evangelho de Jesus, que é considerado um verdadeiro tratado de psicoterapia e deve ser relido com visão nova e profunda por todos, particularmente conforme vem ocorrendo com a Psicologia e as demais Doutrinas do psiquismo [...] (grifos nossos)

    Na obra O Homem Integral, ela afirma que:

    Jesus, o Psicoterapeuta Excelente, ao sugerir o “amor ao próximo como a si mesmo” após o “amor a Deus” como a mais importante conquista do homem, conclama-o a amar-se, a valorizar-se, a conhecer-se de modo a plenificar-se com o que é e tem, multiplicando esses recursos em implementos de vida eterna, em saudável companheirismo, sem a preocupação de receber resposta equivalente.  (grifos nossos)
     
    Jesus, por ser um Espírito Crístico e por trazer em Si, de forma relativa, todos os atributos do Criador, falava de forma simbólica e terapêutica, não apenas para aquele momento histórico e para os povos que habitavam aquela região do Oriente Médio, mas para a eternidade, por isso as suas palavras são conhecidas como palavras da vida eterna, pois foram pronunciadas para todos os tempos e toda a Humanidade.

    Hoje, com o avanço das ciências que estudam os símbolos, especialmente a psicologia transpessoal-consciencial, podemos entender melhor os ensinamentos do Mestre.

    Para que possamos verdadeiramente entender os símbolos contidos no Evangelho e utilizá-los terapeuticamente, é necessário vê-los de uma forma consciencial, isto é, buscando, como aprendizes, perceber-nos no contexto do ensinamento, fazendo perguntas a nós mesmos sobre o que os símbolos dizem com relação à nossa própria vida. É necessário que cada um faça por si essa busca. Chamamos a atenção para isso, pois, culturalmente, tendemos a nos focar em outras pessoas e no mundo exterior, desviando a atenção que devemos dar a nós mesmos e ao processo de autoconhecimento para a autotransformação.

    Quando Jesus falava a um de Seus discípulos, seja naquele momento histórico, ou para o porvir, era para que ele se transformasse em uma pessoa melhor. Essa autotransformação somente é possível a partir do autoacolhimento amoroso, gerador do autoconhecimento e do autodomínio. Todos os Seus ensinamentos foram pronunciados com esse objetivo.

    Os ensinamentos, por serem simbólicos, permitem ao discípulo fazer uma viagem com o Mestre em direção ao seu Eu interior – a Essência Divina que todos somos –, de modo a se autoacolher amorosamente para que possa evoluir até a plenitude do Ser.

    Com a releitura proposta por Joanna de Ângelis muitos conceitos ficam muito mais simples de entender, podendo ser mais facilmente aplicados no dia a dia.

    Apesar de essa interpretação psicológica do Evangelho de Jesus sugerida pela Mentora Joanna de Ângelis ser bastante pragmática e muito coerente, percebemos que muitos companheiros do Movimento Espírita estranham tais conceitos, acostumados, talvez, somente com a feição religiosa da Doutrina Espírita. Ainda hoje, muitos companheiros dentro do movimento estranham a associação entre uma ciência como a psicologia, ao Espiritismo e, muito mais, ao Evangelho de Jesus.
     
    A esse respeito, vamos buscar subsídios na própria obra kardequiana, que dirime todas as dúvidas. Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo I, item 8, diz que são chegados os tempos para que a ciência deixe de ser exclusivamente materialista e a religião ignore as leis que regem o mundo material.

    Vejamos o texto:

    São chegados os tempos em que os ensinamentos do Cristo têm de ser completados; em que o véu intencionalmente lançado sobre algumas partes desse ensino tem de ser levantado; em que a Ciência, deixando de ser exclusivamente materialista, tem de levar em conta o elemento espiritual e em que a Religião, deixando de ignorar as leis orgânicas e imutáveis da matéria, como duas forças que são, apoiando-se uma na outra e marchando combinadas, se prestarão mútuo concurso. Então, não mais desmentida pela Ciência, a Religião adquirirá inabalável poder, porque estará de acordo com a razão, já se lhe não podendo mais opor a irresistível lógica dos fatos. (grifos nossos)
     
    Como dissemos, aprendemos essa visão nova dos ensinamentos do Cristo com a Veneranda Joanna de Ângelis. Há muitos anos, vimos utilizando a terapia dos símbolos para interpretar o Evangelho de Jesus, com a abordagem psicológica transpessoal-consciencial.
     
    Nos últimos anos, após a criação do Projeto Espiritizar pela Federação Espírita do Estado de Mato Grosso, passamos a obter comunicações de vários Espíritos Benfeitores em nossa reunião mediúnica. Esses Espíritos nos têm revelado que são os responsáveis pelo Projeto Espiritizar na dimensão espiritual. Particularmente um deles, o Espírito Honório, comunica-se mais amiúde, oferecendo pela psicofonia e pela psicografia muitas orientações de valor inestimável, que, segundo ele, fazem parte dos conteúdos que temos o compromisso de desenvolver no âmbito do Projeto Espiritizar.

    A própria Mentora Joanna de Ângelis o apresenta no prefácio de sua primeira obra, Vozes-alerta:

    Empenhados, porém, na tarefa de iluminar as consciências obnubiladas e orientar os comportamentos desvairados que se multiplicam em toda parte, os Espíritos nobres trabalham com afinco, em benefício da Humanidade terrestre, nestes difíceis períodos da grande transição, oferecendo amparo e inspirando condutas felizes.

    Fiéis à promessa de Jesus, que ofereceu o Consolador para reerguer o ser humano do caos no qual se atirou, intensificam o saudável intercâmbio para a sua transformação moral para melhor.

    [...]

    O autor destas páginas, nosso caro irmão e amigo Honório, vem de uma larga trajetória evangélica, fiel ao pensamento de Jesus e seguidor abnegado das Suas incomparáveis lições, havendo-se oferecido para trabalhar arduamente em favor dos companheiros da argamassa celular, conforme o vem fazendo, desde há muito...

    O Mentor Honório integra uma equipe de Espíritos que objetiva estudar o Evangelho de Jesus à luz da Psicologia Consciencial, que, segundo ele, contribui com a Psicologia Transpessoal no desenvolvimento das potencialidades humanas. A proposta é proporcionar reflexões para que possamos vivenciar as Leis Divinas presentes em nossa consciência, tendo por maior fonte de trabalho o próprio Evangelho de Jesus.

    É esse Benfeitor que nos tem inspirado na exegese psicológica transpessoal-consciencial do Evangelho de Jesus ao longo de vários anos, desde muito antes de ele nos oferecer a primeira comunicação ostensiva.

    Nos últimos anos, além da inspiração, ele nos tem oferecido pela psicografia orientações sobre o significado simbólico de vários pontos enigmáticos do Evangelho.
     
    REFLEXÕES SOBRE O QUE É UMA PRÁTICA ESPÍRITA E O QUE É UMA PRÁTICA NÃO ESPÍRITA COM INTERFACE COM O ESPIRITISMO
     
    Temos utilizado em uma atividade específica que realizamos no âmbito do Projeto Espiritizar, denominada Encontro reflexivo à luz do Evangelho de Jesus algumas técnicas de dinâmica de grupo para trabalhar a afetividade, tanto a si mesmo quanto ao próximo, bem como técnicas de visualização terapêutica e meditação propostas ao Movimento Espírita pela mentora Joanna de Ângelis.

    Isso também tem gerado estranhamento em algumas pessoas. A esse respeito pedimos licença para refletir sobre o que é prática espírita e o que não é.

    Práticas Espíritas: O Espiritismo é uma ciência de observação que se baseia em fatos objetivos para determinar a veracidade das ideias. Por exemplo: se um corpo cai quando solto no ar e isso acontece várias vezes, então não precisamos ter dúvidas que o fato demonstra que há uma força que os atrai – a força da gravidade. É o que observa a ciência da física.

    O Espiritismo como ciência de observação estuda a natureza do Espírito imortal e a sua relação com o mundo espiritual.

    No que tange à observação da relação com o mundo invisível, Allan Kardec ofereceu-nos toda a instrumentalidade necessária para observarmos os fatos espíritas, especialmente em O Livro dos Médiuns e em outras obras básicas. 

    Por isso, hoje temos uma série de instrumentos que envolvem as atividades mediúnicas que desvendam o mundo espiritual. Temos também uma série de informações sobre o funcionamento do mundo espiritual oferecidas pela mediunidade de Francisco Cândido Xavier pelo Espírito André Luiz, de Yvone Pereira, pelo Espírito Camilo Castelo Branco e de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda.

    Entretanto, o Espiritismo é também uma ciência de observação dos fenômenos interiores do Espírito imortal, que objetivam o seu aperfeiçoamento intelecto-moral pelo método do autoconhecimento tão bem desenvolvido pelo Espírito Santo Agostinho nas questões 919 e 919-a de O Livro dos Espíritos.

    Com relação à questão do autoconhecimento, podemos fazer uma ilação que prática espírita é toda aquela que dá instrumentalidade para o Espírito domar as suas más inclinações. Portanto, em se tratando do Espiritismo, no que tange à questão da observação, interessa estudar a natureza intelecto-moral do Espírito. Isso acontece pela ciência da auto-observação sobre como o Espírito lida com as suas questões intelectivas e morais, para que haja o grande objetivo preconizado por Allan Kardec: Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más.

    Toda prática de auto-observação que oferece instrumentalidade para o Espírito domar as suas más inclinações é uma prática espírita.

    Práticas não espíritas com interface com o Espiritismo: as técnicas de visualização, de reflexão, de dinâmica de grupo para desenvolver afetividade são técnicas psicológicas cujo objetivo é o de nos auxiliar a praticar as Leis Divinas, pelo desenvolvimento das virtudes cristãs, especialmente o autoamor, o amor ao próximo, a afetividade, a fraternidade etc.  Favorecem, portanto, a auto-observação e a domar as más inclinações, sendo, em nossa visão, muito bem-vindas em atividades específicas para que nós espíritas possamos ser auxiliados a desenvolver os princípios cristãos.

    No Projeto Espiritizar temos utilizado esse modelo de atividade e sempre recomendamos que são técnicas para serem aplicadas em eventos com essa especificidade e não nas atividades cotidianas do Centro Espírita.
     
    Práticas não espíritas com interface com o Espiritismo, mas que não são aplicáveis no Movimento Espírita: Existem várias práticas que não são espíritas em que ocorre uma interface com o Espiritismo, mas não são adequadas ao Movimento Espírita, como, por exemplo, a transcomunicação instrumental. Ela é alinhada com o Espiritismo porque ajuda na comprovação da imortalidade da alma. A regressão de memória é outra prática não espírita que está alinhada com o Espiritismo, porque comprova a existência da reencarnação, a imortalidade da alma, mas o seu foco é realizar um processo terapêutico que somente é cabível de ser realizado no consultório de um médico ou psicólogo devidamente habilitado para isso e jamais deve ser feito no âmbito do Movimento Espírita. 

    Práticas não espíritas, mas que são espiritualistas sem interface com o Espiritismo: são práticas de outras religiões orientais e ocidentais, como as do budismo, do hinduísmo, evangélicas e outras. 
     
    Práticas que se dizem espíritas, mas são antidoutrinárias e, portanto, não devem ser aplicáveis no Movimento Espírita: são práticas que não estão de acordo com as Leis Divinas naturais, mas que se atrevem a dizer que são espiritistas. Confundem, negam e distorcem o pensamento espírita. Em sua maioria são práticas originadas no mediunismo, tais como a corrente mentomagnética, apometria, dentre outras.

    Práticas psicológicas não espíritas e não adequadas ao Movimento Espírita: são práticas psicológicas que auxiliam as pessoas a se tornarem melhores, como a psicoterapia de grupo. Para essa prática há a necessidade de um profissional habilitado que conduzirá o grupo de pessoas, com conflitos semelhantes, a resolvê-los. Envolve uma periodicidade, normalmente semanal, e o conduzimento pelo profissional de técnicas e outros instrumentos para que os conflitos pessoais sejam expostos e resolvidos ao longo de várias sessões.

    As atividades que temos proposto no Projeto Espiritizar não podem ser caracterizadas como psicoterapia de grupo, mas como um processo de reflexão em torno do Evangelho de Jesus, das Leis Divinas e da prática das virtudes cristãs, de modo que as pessoas façam um trabalho conduzido de autoconhecimento, visando à autotransformação. 
    Expomos o trabalho que temos proposto a seguir: 

    ENCONTRO REFLEXIVO À LUZ DO EVANGELHO DE JESUS, ORIGINALMENTE DENOMINADO ENCONTRO TERAPÊUTICO COM JESUS 
    O QUE É E QUAL O SEU OBJETIVO?
     
    Com base nos princípios apresentados neste ensaio, tendo como base a mudança de paradigma refletida, o Projeto Espiritizar está propondo uma nova atividade ao Movimento Espírita, que é o Encontro Reflexivo à Luz do Evangelho de Jesus, cujo objetivo é estudar as parábolas e outros ensinos de Jesus de uma forma autoterapêutica, utilizando-se o método reflexivo-consciencial.
     
    Novamente, temos defrontado com estranheza por parte de várias pessoas, ainda não afeitas ao trabalhos de interiorização, pois, além das reflexões conscienciais, propomos técnicas de sensibilização, auto e aloafetividade e meditação que não são espíritas, mas da psicologia transpessoal-consciencial, mas que são perfeitamente compatíveis com a Doutrina Espírita, conforme a orientação kardequiana no Evangelho segundo o Espiritismo, a respeito da aliança entre a ciência e religião.
     
    Reiteramos que não apenas os Espíritos que orientam o Projeto Espiritizar tem abordado essa necessidade, mas também a Mentora Joanna de Ângelis em várias de suas mensagens e, recentemente, o próprio Dr. Bezerra de Menezes se referiu a isso em uma mensagem oferecida na reunião do Conselho Federativo Nacional, em 11 de novembro de 2012, pelo médium Divaldo P. Franco, denominada “Novas Conquistas Aproximam a Ciência da Religião” que reproduzimos um pequeno trecho:

    Pergunta-se, ante a grandeza dos postulados exarados no Evangelho de Jesus, se é possível vivê-los na atualidade, mantendo a pulcritude dos seus conteúdos.

    [...]

    E, a cada dia, novas conquistas aproximam a Ciência da Religião. Porém, a Religião baseada nos fatos, com uma filosofia otimista e uma psicoterapia libertadora da ignorância, essa geratriz dos males que afligem a criatura humana.

    Vivemos o momento histórico da grande transição, quando se abraçarão a Ciência e a Religião, conduzindo as mentes humanas a Deus e, por consequência, ao amor, ampliando os horizontes da solidariedade para que todas as vidas constituam o ideal proposto por Jesus: o rebanho único e o seu Pastor.

    Vivemos um momento decisivo para se demonstrar que é possível, sim, viver o Evangelho conforme os apóstolos de Jesus exemplificaram.

    Fostes convidados a contribuir neste momento glorioso com o conhecimento que liberta e o amor que edifica.

    [...]

    O Espiritismo, meus filhos, é o próprio pensamento de Jesus retornando ao mundo, que o abandonou, com o fim de poder construir a Era Regeneradora para todas as criaturas.

    [...]

    Assinalados pela mansidão do Cordeiro de Deus, avançai, espargindo luz e felizes pela oportunidade autorredentora, pela conquista da autoconsciência e pela alegria da certeza imortalista. (grifos nossos)
     
    As técnicas que temos utilizado estão totalmente compatíveis com esta orientação de Dr. Bezerra: E, a cada dia, novas conquistas aproximam a Ciência da Religião. Porém, a Religião baseada nos fatos, com uma filosofia otimista e uma psicoterapia libertadora da ignorância, essa geratriz dos males que afligem a criatura humana.

    O grande objetivo dos encontros reflexivos à luz do Evangelho de Jesus delas é promover essa psicoterapia libertadora da ignorância, a geratriz dos males que afligem a criatura humana. 

    Um dos maiores males que somos convidados a transmutar é a dureza de coração para que possamos vivenciar plenamente a orientação do Mestre: os meus discípulos serão conhecidos por muito se amarem.
     
    Por isso, ainda precisamos de técnicas que nos auxiliem a sermos mais afetivos conosco e com o próximo, que desenvolvam a nossa sensibilidade e possamos exercitar tanto o autoamor, quanto o amor ao próximo.

    Esclarecemos que essas técnicas somente devem ser usadas em atividades específicas de estudos evangélicos e não nas atividades hebdomadárias dos Centros Espíritas.  

    Os encontros reflexivos à luz do Evangelho de Jesus são realizados em regime de imersão em um lugar junto à natureza, de preferência, para que possamos conviver em regime de afetividade pura como os cristãos dos primórdios faziam. 

    Novamente, para criar essa modalidade de trabalho também não nos baseamos em ideias pessoais, mas nos inspiramos nos textos espíritas. Neste caso no livro Paulo e Estevão, Emmanuel – parte da descrição da Igreja de Antioquia: “A instituição de Antioquia era, então, muito mais sedutora que a própria igreja de Jerusalém. Vivia-se ali um ambiente de simplicidade pura, sem qualquer preocupação com as disposições rigoristas do judaísmo. [...] Nos dias de repouso, a pequena comunidade organizava estudos evangélicos no campo. A interpretação dos ensinos de Jesus era levada a efeito em algum recanto ameno e solitário da Natureza, quase sempre às margens do Orontes.” (grifos nossos)
     
    ___
     
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